quinta-feira, julho 19, 2007

REFLEXÕES SOBRE OS HUMANOS

Meu amigo Rogério disse em uma crônica que o homem está entre os animais e Deus e eu então lembrei de certas pessoas que ainda devem estar no reino vegetal ou então fazem parte do baixo reino animal, lá onde estão as amebas, como classifico a pessoa que posta imagens de extrema vulgaridade no Recanto das Letras, que chafurda em sua própria meleca existencial. Então, ao pensar no tal HOMO SAPIENS, só fazendo como Hilda Hilst, que quando ouvia tal expressão dizia ir pra trás da porta e rir por três horas a fio.

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"RITITI EDUCA O POVAO (# 11) O que nos diferencia dos bichinhos não é a nossa capacidade para controlar os instintos, fornicar com camisinha e ter 1,14 filhos por casal. Nem o dom de compor sinfonias como a 40 de Mozart, ou escrever livros para encher as estantes de prémios e reconhecimentos. O que nos faz diferentes, o que nos ajudou a subir no escalão evolutivo, o que fez que os Neandertais se extinguissem, foi o sentido de humor. Quando os Cromagnons aprenderam a rir-se de si próprios, o Homem candidatou-se ao lugar de Rei do Planeta. Só seremos desbancados quando os macacos aprenderem a contar anedotas, ah pois. E hoje, um expoente do humor gráfico em Espanha, Forges, que todos os dias nos faz rir no El Pais e semanalmente no El Jueves. Uma dádiva. Ainda bem que não sou macaco." ( DE UM BLOG PORTUGUÊS)
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HUMANIDADE OBSOLETA

A pornografia é um ótimo negócio e se apresenta nas formas mais diversas, além do texto escrito. Ela se alimenta da solidão e carência das pessoas. Também das suas condutas doentias, resultado de uma moral castradora. Não seria mais simples encontrar prazer como bichos que somos? Acontece que o bicho que "somos" está enclausurado e preso a tantos modismos, necessidades artificiais criadas por quem quer nos fazer massa de manobra, consumidores das coisas produzidas, está tão atrapalhado com a vitrine de possibilidades, com a "imagem" de si próprio que os meios de comunicação projetam nas telas, que já não sabe direito quem é verdadeiramente, se o velho animal de carne e osso, ou aquele no telão, com dentes branqueados demais, com as cuecas ou calcinhas marca tal, com a bolsa do Fulano Sódondoca, o carro mais potente (vejam a relação com a libido) que pega todas, o supercelular pra dizer abobrinhas e fazer figura, enfim com tudo que pesa sobre sua simples cabeça de animal mortal e limitado.Perdido diante de um mundo que vê na TV, nos jornais e nas revistas e que está bem longe de corresponder à verdade, o bicho ser humano perde a perspectiva que lhe daria uma vida de paz e bom convívio com seu corpo. Vemos então meninos usando Viagra, meninas esqueléticas, senhoras sessentonas casando de noiva com rapazes quase netos, tudo em nome do prazer, que também virou mercadoria de consumo rápido. Isto é evolução, dizem os ufanistas da superficialidade. E agora temos uma diferença interessante em relação aos primitivos homens de lata. Eles eram feitos pra imitar o homem, realizar tarefas que pra nós são até simples. Mas os tempos mudaram. Hoje somos nós que tentamos imitar as máquinas. Estamos tentando ser o mais mecânicos possível. Nossos relacionamentos carecem de sangue quente. Nossa humanidade é vista como coisa obsoleta.

2 comentários:

Rogério Silvério de Farias disse...

cheguei agora em casa. Comprei um novo tenis que me custo quase cem pilas, credo. Vou ler os textos do teu blog, perai. Ah, esse fim de semana acho que vou tomar um porre de vinho, às ocultas, evidentemente, e sonhar e poetar tranquilamente, sem pensar em trabalho, estudo , estas coisas do cotiano que me deixam doido. Tá tudo bem por aí? E o filhão? Bola pra frente por aí, a vida prossegue. A vida quer o máximo de nossas almas. Abraços, e tu é invejosa, só por que eu botei foto tu tá botando também, heim? Nojentinha (TOU BRINCANDO, QUERIDIA)

Rogério Silvério de Farias disse...

concordo com este teu texto aqui. Exato. Agora me fala, como conseguiste botar LINK aí do lado, não acho onde se bota, queria botar outros sites e o teu bem do lado, ali. Mas nao consigo, vou ver se domingo faço.